
Uma cidade que nasceu sob a proteção de um santo e transformou a fé em patrimônio cultural,tem sua História profundamente ligada à religiosidade e à devoção popular.
Antes de receber o nome atual, o município foi conhecido como Santo Antônio das Lagoinhas , já marcando a identidade local com a fé em Santo Antônio, padroeiro de Alagoinhas, desde os tempos do antigo arraial.
O vínculo religioso acompanhou o próprio processo de formação administrativa da cidade. Em 1816, a localidade foi elevada à categoria de freguesia com o nome de Santo Antônio e em 1852, tornou-se Vila de Santo Antônio d’Lagoinha até que em 1880, tornou se oficialmente cidade de Alagoinhas , mantendo o santo franciscano como referência espiritual e simbólica para a população.
Ao longo do tempo, essa devoção consolidou uma das manifestações religiosas mais tradicionais do município, a Trezena de Santo Antônio,realizada anualmente entre os dias 1º e 13 de junho, a celebração reúne milhares de fiéis em uma programação marcada por missas,orações , quermesse festiva e finalizando com uma grandiosa procissão pelas principais ruas da cidade.
Mais do que uma tradição religiosa, a Trezena passou a representar também um importante patrimônio histórico e cultural da cidade, oficializado em 27 de maio de 2025, com a sanção da Lei Municipal nº 2.850/2025, que declarou a celebração como Patrimônio Cultural Imaterial local.
Alagoinhas preserva uma característica presente desde sua origem, uma cidade que cresceu sob o nome e a proteção de Santo Antônio e que encontra na Trezena uma das mais fortes expressões de sua identidade coletiva, memória histórica e afetiva do povo de nossa abençoada terra .
Santo Antônio, rogai por nós!
Intercedei à Deus, por nós!


