Antes do início do jogo, mulheres representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Defensoria Pública, da Guarda Civil Municipal e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher entraram em campo junto com os jogadores do time alagoinhense, exibindo faixas com mensagens de alerta e enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa chamou a atenção do público para a importância do combate ao feminicídio dentro e fora dos estádios, por meio de diferentes formatos de comunicação.

Durante a partida, o público recebeu adesivos e foi convidado a participar da mobilização. Para ampliar o alcance da ação, a unidade móvel da SPM esteve posicionada do lado de fora do estádio, oferecendo atendimento à população, distribuindo material informativo e realizando a tatuagem temporária com a mensagem “Não é não”.
A campanha Feminicídio Zero utilizará, ao longo de toda a competição, a grande visibilidade do esporte mais popular do país como estratégia para ampliar a conscientização sobre a violência de gênero e fortalecer a rede de denúncias e proteção às mulheres.
De acordo com Ana Carolina Auto, representante da SPM, a iniciativa foi pensada especialmente para espaços de grande concentração masculina. “A gente sabe que, em dias de jogos, o índice de violência contra as mulheres aumenta em torno de 25%, o que é um número muito alarmante. A campanha ganhou essa dimensão justamente para promover esse debate nos estádios e trabalhar a educação e a conscientização dos homens no enfrentamento à violência contra as mulheres”, destacou.

A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Lianne Carmo, ressaltou que o alto índice de violência contra a mulher em Alagoinhas foi um dos principais motivadores para a adesão do município à campanha. “É fundamental levar essa conscientização para espaços que muitas vezes são frequentados majoritariamente por homens. Não poderíamos ficar de fora de uma ação tão importante, que trata de um tema delicado e vergonhoso para a nossa realidade. Trouxemos a representação de toda a estrutura de atendimento e proteção à mulher da Sedes, em parceria com outras instituições, e essa ação será repetida na próxima partida do Baianão aqui no Carneirão”, afirmou.


Para a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Renata Fortaleza, a presença da campanha nos estádios representa uma conquista histórica. “Essa é uma luta que travamos há muitos anos. Além de denunciar o feminicídio, é fundamental afirmar que os estádios também são nosso lugar. Esses espaços, marcados por forte presença masculina e episódios de violência, precisam ser ocupados por esse debate, que tem repercussão nacional”, concluiu.

Fonte : SECOM ALAGOINHAS




