Desafios da vida e resiliência, como aceitar o fluxo e sair da zona de conforto

A vida, cedo ou tarde, cobra posicionamento. Ela nos apresenta desafios que cutucam a vaidade, ferem o orgulho, testam a humildade e colocam a fé à prova. Diante deles, sempre existe uma escolha silenciosa, enxergá-los como barreiras intransponíveis ou como oportunidades disfarçadas de desconforto.

O problema é que, quanto mais resistimos em aceitar a existência desses desafios e o aprendizado que carregam, mais tempo eles permanecem. Não porque gostam de castigar, mas porque insistem em ensinar. A dor, quando ignorada, não passa, ela se alonga, pesa e dificulta o caminho. Aceitar não é se render, é compreender o que precisa ser ajustado para seguir em frente.

Talvez por isso entrar no fluxo seja um exercício de maturidade. Entrar no fluxo não significa cruzar os braços, muito menos aceitar tudo em silêncio. Trata-se de resiliência, de agir com consciência mesmo quando a situação parece injusta. Em alguns momentos, o sentimento de humilhação ou frustração aparece, e é exatamente aí que o livre arbítrio se impõe, decidir como reagir quando tudo fica difícil demais.

Nessas horas, duas lembranças são fundamentais. A primeira, você não é uma árvore nem um poste, não nasceu para ficar parado no mesmo lugar esperando que o tempo resolva tudo. A segunda, zonas de conforto são espaços de passagem, nunca de permanência. Elas servem para respirar, reorganizar e seguir, não para se instalar.

Crescer dói, mudar assusta, mas permanecer onde já não cabe é um risco ainda maior. A vida continua em movimento, e quem escolhe entrar no fluxo aprende a caminhar mesmo quando o terreno não é firme.

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Mariangela M.

Psicóloga Empreendedora

Railda Valverde

Professora de História

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