Os anos da década de 1930 foram dos mais efervescentes na política alagoinhense. Nesse contexto, uma mulher se destacou, dona Áurea Cravo que era professora, escritora e ativista cultural,indo de encontro ao machismo dominante da época, logo após a instituição do voto feminino no Brasil ela foi eleita vereadora em nossa cidade.

A eleição de dona Áurea, mãe do intendente Joaquim Cravo, não alterou significativamente as condições da política misógina vigente. Para tentar diminui la, muitos diziam “ mamãe entrou na política “ e se referiam às mulheres como “sexo frágil” ou “belo sexo”, defendendo que a presença feminina na política seria “um desastre para a família e o fim da paz no lar”. A maioria das mulheres envolvidas no pleito eleitoral, pertenciam à classe social que dominava a situação política.

Ainda assim, considerada uma mulher determinada e influente, dona Áurea gozava de prestígio junto ao governador Juraci Magalhães,a quem escrevia cartas solicitando melhorias para Alagoinhas, muitas delas prontamente atendidas.
Em todo o país, diversas mulheres também fizeram história na política brasileira. Havia a expectativa de que sua entrada trouxesse mudanças positivas, como o combate à corrupção. No entanto, muitas das eleitas ainda eram dominadas ou silenciadas por seus maridos.
Por questões de saúde, dona Áurea não concluiu seu mandato. Porém, sua eleição representou um marco,uma conquista, um começo. Desde então, a participação feminina na Câmara Municipal de Alagoinhas pode até ser pequena em número, mas se agiganta em qualidade, força e coragem.
Que essas importantes vereadoras sirvam de exemplo e inspiração para que mais mulheres sejam eleitas e participem ativamente da política.

Fonte : CEDOMA/figam




