Entre gratuidade e reajuste, transporte coletivo de Alagoinhas enfrenta insatisfação popular

No fim do ano, no dia 30 de dezembro de 2025, a Prefeitura de Alagoinhas instituiu por meio de decreto municipal a Tarifa Zero no transporte coletivo municipal aos domingos e feriados, medida que passou a vigorar no início de janeiro de 2026. A iniciativa, assinada pelo prefeito Gustavo Carmo, foi apresentada como uma política de inclusão social para democratizar o acesso ao transporte público, ampliar a mobilidade urbana e reduzir custos para moradores e visitantes da cidade. A gratuidade atende a dias tradicionalmente usados para lazer e deslocamentos em família, e conforme a administração, visa estimular a circulação de pessoas e proporcionar economia à população. Autoridades municipais destacaram que a Tarifa Zero representa um avanço nas políticas públicas de mobilidade e um esforço para tornar Alagoinhas mais acessível e dinâmica.

Gustavo Carmo – Prefeito de Alagoinhas

Poucos dias depois, em 3 de janeiro de 2026, a administração municipal publicou o reajuste anual da tarifa do transporte coletivo urbano. Conforme resolução do Conselho Municipal de Transporte, a passagem comum passou de R$ 4,30 para R$ 4,60, enquanto a meia-passagem estudantil passou de R$ 2,15 para R$ 2,30 a partir de 12 de janeiro. A Prefeitura afirmou que o reajuste era previsto no contrato de concessão do serviço e necessário para manter a sustentabilidade operacional diante de aumentos nos custos com óleo diesel, peças, serviços e salário dos trabalhadores do setor. O secretário municipal de Mobilidade Urbana e Ordem Pública, Hilton Ribeiro, reforçou que o ajuste anual é indispensável para garantir a continuidade do serviço de transporte coletivo, e lembrou que a Tarifa Zero nos domingos e feriados é parte de um esforço mais amplo para mitigar o impacto da tarifa sobre os usuários.

No dia 6 de janeiro de 2026, o vereador Luciano Almeida divulgou em sua conta no Instagram imagens gravadas nas ruas de Alagoinhas mostrando cidadãos expressando insatisfação com a qualidade do serviço de transporte coletivo municipal. A população retratada apontou problemas como ônibus em condições precárias, falta de ar-condicionado e o descumprimento de promessas feitas pela administração municipal, incluindo expectativas relacionadas ao serviço de transporte. A repercussão nas redes sociais evidencia um descompasso entre as medidas institucionais anunciadas e a percepção de usuários que aguardam melhorias concretas na operação e na frota de ônibus.

A sequência de medidas adotadas pela Prefeitura, alternando entre benefícios tarifários em dias específicos e ajustes de tarifa no cotidiano, somada às críticas públicas de cidadãos e vereadores, coloca em foco os desafios de equilibrar sustentabilidade financeira do transporte coletivo, qualidade do serviço e demandas da população em Alagoinhas.

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