
No centro de Alagoinhas, um prédio de arquitetura simples guarda décadas de história Mercado do Artesão, o espaço nasceu com uma função bem diferente da que exerce hoje.
Construído na década de 1960, o imóvel foi projetado para abrigar o Mercado de Carne Seca, um importante centro de comercialização de carnes salgadas em uma época em que a conservação dos alimentos era muito mais complicada .
Localizado em uma das áreas mais movimentadas da cidade, ao lado da tradicional feira livre, o mercado tornou-se referência para comerciantes e consumidores de Alagoinhas e de municípios vizinhos.
Com arquitetura típica dos mercados públicos da época, o edifício possuía pequenos boxes destinados aos vendedores e corredores com características que favoreciam a intensa atividade comercial desenvolvida diariamente. O local era um dos principais pontos de abastecimento da cidade e contribuía significativamente para a economia local.
As tradicionais “fateiras” ,mulheres responsáveis pelo corte, preparo e comercialização das carnes, atraíam clientes de diversas localidades principalmente aos sábados, dia de feira livre na cidade.Muitas dessas trabalhadoras eram chefes de família e encontravam naquele ofício a principal fonte de renda.
No final da década de 1980, com a implantação da Central de Abastecimento de Alagoinhas, o comércio de carnes foi transferido para o novo espaço, acompanhando o crescimento urbano e as novas necessidades da cidade.
O antigo mercado deixou de exercer sua função original, mas não perdeu sua importância.
Em 1991, após adaptações em sua estrutura, o prédio foi reinaugurado como MERCADO do ARTESÃO de ALAGOINHAS.
A mudança representou uma nova fase para o imóvel, que passou a abrigar artesãos e produtores culturais, tornando-se um espaço dedicado à valorização da arte, da cultura e da identidade alagoinhense.

consolidando se, também ,como palco de apresentações musicais, exposições, oficinas, encontros culturais e manifestações populares, fortalecendo a economia criativa e preservando as tradições da cidade.
Mais do que um centro de vendas, o Mercado do Artesão tornou-se um símbolo da capacidade de Alagoinhas de reinventar seus espaços. Sua história revela como um edifício pode atravessar gerações, adaptando-se às necessidades da comunidade sem perder sua relevância para a identidade do município.
Atualmente, o prédio preciso de uma reestruturação para revitalização da arte e cultura de nossa rica Alagoinhas




