Os trens que cruzaram a caatinga e transformaram vidas no sertão

A construção da gigantesca estrada de ferro ligando o litoral, saindo de Salvador, cortando todo o sertão até chegar ao VELHO CHICO, teve papel decisivo na modernização do interior da Bahia. Conectando cidades, reduzindo distâncias, popularizando culturas. Além de promover um desenvolvimento sustentável, pois é o meio de transporte menos poluente e nocivo ao meio ambiente.
Ao vencer as longas distâncias, promovendo o aumento da economia, os velhos trens também podem ser descritos de forma poética, como grandes monstros que rompiam a caatinga e com seu apito alto e distante, anunciavam chegadas e partidas. Quantas histórias nos trilhos da estrada de ferro que, entre rios e grandes pedras no caminho, conectava mundos e fortalecia identidades.
Dentro de cada vagão, os passageiros sonhavam com o destino final, enquanto entre um cochilo e outro no ritmo do sertão, viam as mudanças de paisagens e vegetação emolduradas pelas janelas de madeira dos antigos trens.
Cheiros, sabores, risadas, histórias de amor e despedidas vivenciadas por milhares de pessoas que ao longo de décadas viajaram nas cabines da capital baiana ,à Juazeiro , e de Alagoinhas à Sergipe, e hoje carregam em si a vontade de ver as locomotivas renascerem e como num sonho, ouvirem seu apito forte e longínquo, anunciando:
“ESPERE, UM DIA EU VOLTO!”

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