
Inaugurado em 1937, o Colégio Estadual Brasilino Viegas faz parte da memória educacional de Alagoinhas e carrega o nome de um dos professores mais dedicados à educação, em nossa região.
Brasilino Machado Viegas , nasceu na capital baiana , mas atuou em Alagoinhas nas ultimas décadas do século XIX, destacando se pelo compromisso com a educação e , mesmo enfrentando limitações físicas causadas por uma paralisia nos membros inferiores, ainda assim, percorria diferentes localidades levando ensino e incentivo à formação educacional da população, inclusive no povoado de Igreja Nova, atual Boa União.
Reconhecido pelo trabalho desenvolvido na região, Brasilino Viegas participou da fundação de escolas e bibliotecas, contribuindo diretamente para a expansão do acesso à educação e à leitura no interior baiano. Seu legado ultrapassou as salas de aula e tornou-se referência para gerações de estudantes e educadores.

Em homenagem à sua trajetória, o tradicional colégio inaugurado em 1937 passou a levar seu nome. Inicialmente voltada para a educação infantil, a instituição foi posteriormente incorporada à rede estadual de ensino, ampliando sua atuação e consolidando-se como um importante espaço de formação em Alagoinhas.
Ao longo de mais de oito décadas, o Colégio Estadual Brasilino Viegas formou milhares de alunos e manteve viva sua relevância social e cultural para a cidade. Foi também nesse ambiente educacional que a escritora Maria Feijó criou a primeira biblioteca pública de Alagoinhas, fortalecendo ainda mais a relação da instituição com a cultura e o conhecimento.
Além da arquitetura clássica, o prédio preserva lembranças afetivas de antigos alunos, professores e funcionários, tornando-se um símbolo da história educacional alagoinhense.
Brasilino Machado Viegas faleceu no município de Esplanada, deixando um legado marcado pela dedicação ao ensino e pela valorização da educação pública.




