
Setembro Amarelo é um período para falar sobre saúde mental ressaltando que pedir ajuda, não é fraqueza e ninguém deve enfrentar sozinho uma situação de sofrimento.
Em Alagoinhas, a história dos tratamentos de pessoas em sofrimento psiquiátrico, começa por um antigo lugar conhecido como “ ANEXO”.
No início da década de 1980,nossa cidade passou a contar com um serviço de internação psiquiátrica anexo ao Hospital Regional Dantas Bião. O espaço recebia pacientes de Alagoinhas e também de outros municípios da região.
Naquele período, a internação psiquiátrica era uma prática comum, retirando a pessoa do convívio social e a mantendo institucionalizada para receber tratamento. Em muitos casos, o afastamento acabava significando também o rompimento de vínculos familiares e sociais.
Mas esse modelo começou a ser questionado.
No Brasil, a Reforma Psiquiátrica passou a defender uma nova maneira de cuidar, com menos isolamento, mais dignidade. Com inclusão, ressocialização e mais cidadania.
Em Alagoinhas, essa mudança também começou a acontecer.
Em setembro de 1999, o antigo Anexo Psiquiátrico foi interditado. A cidade precisava construir uma nova política de atenção à saúde mental, seguindo uma concepção mais humanizada e comunitária.
E, em 2003, um novo capítulo dessa história começou com a implantação do Centro de Atenção Psicossocial, o CAPS.
Com uma proposta de acolher, acompanhar e cuidar sem afastar a pessoa de sua comunidade. O tratamento passou a valorizar os vínculos familiares, a autonomia, a convivência social e a construção de novos projetos de vida.
Foi dentro dessa trajetória que surgiu o CAPS III Tom Brasil, e o nome não é por acaso.
Tom Brasil foi usuário do serviço psiquiátrico, em Alagoinhas por anos. Poeta e uma presença marcante na história do CAPS. Dar seu nome à unidade é também reconhecer que aqueles que utilizam os serviços de saúde mental têm histórias, talentos, sonhos e identidades que vão muito além de qualquer diagnóstico.
Hoje, a Rede de Atenção Psicossocial de Alagoinhas envolve o CAPS III Tom Brasil, o Ambulatório de Saúde Mental e a Atenção Primária, ampliando as possibilidades de cuidado e acompanhamento no município.
Neste Setembro Amarelo, falar sobre saúde mental é falar de prevenção, escuta, acolhimento e valorização da vida. Acesse a rede de apoio à saúde mental, porque, TODA VIDA IMPORTA!




