
Outubro de 1816. Outubro de 2026. São 210 anos de uma história que se confunde com a própria formação de Alagoinhas.
A história da Igreja de Santo Antônio está diretamente ligada à origem de Alagoinhas. Em 1816, a povoação foi elevada à condição de freguesia de Santo Antônio das Lagoinhas, tendo como referência religiosa uma pequena capela dedicada ao santo. Ao seu redor começaram a surgir casas, caminhos e atividades comerciais, dando forma ao povoado .
Assim, a fé e a religiosidade também participaram da construção da identidade do povo alagoinhense.
Com o crescimento da população e a elevação da povoação à categoria de vila, em 1852, surgiu a necessidade de construir uma igreja maior, capaz de acolher os fiéis. E construção da imponente Igreja de Santo Antônio, em Alagoinhas Velha, teve início e nunca foi concluída. O monumento representa não apenas um projeto inacabado, mas também a memória de uma cidade que começou a se desenvolver ao redor da fé e da devoção.
Com a transferência da sede da povoação e o avanço da ferrovia, Alagoinhas passou por transformações que influenciaram sua expansão urbana. Uma nova igreja foi construída na região central, acompanhando o crescimento da cidade. Santo Antônio consolidou-se como padroeiro dos alagoinhenses, e a igreja dedicada a ele tornou-se um importante espaço de celebração religiosa e convivência comunitária.
Entre as tradições mais marcantes está a Trezena de Santo Antônio, realizada anualmente em junho. Mais do que uma celebração religiosa, a trezena faz parte da memória afetiva e cultural da população. Em 2025, essa tradição recebeu o reconhecimento oficial como patrimônio cultural imaterial de Alagoinhas, reforçando sua importância para a identidade do município.
Outro capítulo importante dessa trajetória aconteceu em 28 de outubro de 1974, quando o papa Paulo VI criou a Diocese de Alagoinhas, desmembrando-a da Arquidiocese de Salvador. A instalação oficial ocorreu em 2 de fevereiro de 1975, quando Dom José Floriberto Cornelis tomou posse como primeiro bispo diocesano. A partir daí, Alagoinhas passou a ocupar uma posição de referência na organização e na missão da Igreja Católica na região, abrangendo quase 40 paróquias distribuídas por 23 municípios.
Hoje, a Diocese é conduzida por Dom Francisco de Oliveira Vidal, quarto bispo diocesano de Alagoinhas.
De uma pequena capela à Catedral de Santo Antônio, dos primeiros moradores às gerações atuais, a história dessa igreja revela muito mais do que a trajetória de uma instituição religiosa. Ela nos ajuda a compreender como a fé, a cultura e a participação comunitária contribuíram para a formação de Alagoinhas, transcendendo a religiosidade e pautando se na comunhão e respeito a todos os filhos e filhas desta terra das águas!

PADRES DA PARÓQUIA DE SANTO ANTÔNIO, ALAGOINHAS
- Cônego Afonso Godinho
- Frei Fidélis de Itabaiana
- Padre João Rosalvo Pimentel
- Frei Leão de Marotta
- Frei Lourenço de Conquista
- Frei Germano de Colli
- Frei Virgínio de Civitanova
- Padre Casimiro Spielmann
- Padre José Elzo Andrade
- Padre Pedro Rocha
- Padre Antônio Ederaldo de Santana
- Padre Genivaldo Santos de Almeida
- Padre Pedro Miquel Costa dos Reis
- Padre Pedro Carlos Carvalho dos Santos
- Padre Danilo Leal de Souza
- Padre Marcos Antônio dos Santos




