
No alto de uma colina, entre nascentes de águas límpidas , surgiu a pequena Vila de Santo Antônio d’Lagoinha,favorecida por uma localização estratégica que transformou o lugar em ponto de passagem, encontros e trocas comerciais entre diferentes localidades, construindo uma história voltada à mobilidade e desenvolvimento econômico .
Em 02 de julho de 1853, a vila foi elevada à categoria de cidade ,com o nome de Alagoinhas, uma referência à excelência de suas águas .Era o reconhecimento oficial de um crescimento que já acontecia impulsionado pelo comércio e pela circulação de pessoas. Décadas depois, a chegada da ferrovia modificaria novamente os rumos locais. Com a transferência da sede municipal para uma região mais próxima aos trilhos. A feira livre, principal motor da economia da época, acompanhou esse movimento e encontrou um novo endereço, ajudando a desenhar a cidade que conhecemos hoje.
O tempo trouxe indústrias, fortaleceu o comércio e consolidou Alagoinhas como polo regional.
A produção agrícola, artesanal e culinária ainda é de grande valia e revela uma cidade que preserva suas raízes enquanto segue em transformação.
Na zona rural, permanecem vivas culturas que ajudaram a sustentar o desenvolvimento local: laranja, fumo, milho e mandioca. Em muitas comunidades, as tradicionais casas de farinha seguem produzindo de forma artesanal alimentos que carregam memória e identidade como a farinha, tapioca, beiju e puba.
Alagoinhas das águas fartas, do solo fértil , do povo forte e resiliente ainda mantém seu jeio faceiro de interior , buscando nas memórias uma resistente convivência com o progresso e suas dificuldades reais.
Porém, em meio à tudo de bom e nem tão bom assim, vamos celebrar os 173 anos da nossa linda Alagoinhas e que , como disse o nobre estadista, Ruy Barbosa, ela ainda continua sendo o “Pórtico de ouro do sertão baiano”!
Parabéns Alagoinhas, sua linda!







