Educação ambiental ganha forma por meio do artesanato sustentável com garrafas PET

Iniciativa realizada pelo SENAI, em parceria com a Petrobras, utiliza garrafas PET para estimular práticas de reaproveitamento e consciência ambiental

Durante muitos anos, as mudanças climáticas foram tratadas como um fenômeno distante, de projeção futura. No entanto, seus impactos já se manifestam de forma visível e cada vez mais preocupante, por meio de eventos extremos e alterações perceptíveis na temperatura do planeta. Diante desse cenário, a adoção de práticas sustentáveis tem ganhado cada vez mais espaço, com o objetivo de reduzir o consumo, preservar os recursos naturais e incentivar a reutilização de materiais como o plástico, considerado um dos maiores vilões ambientais.

O plástico está entre os materiais que mais impactam o meio ambiente. Devido ao descarte inadequado e ao longo tempo de decomposição — que pode chegar a até um século —, objetos como garrafas PET, frascos de medicamentos, entre outros produtos, concentram grande parte do volume diário de lixo. Esse cenário pode ser minimizado por meio de iniciativas de educação ambiental voltadas à reciclagem, como o artesanato.

Segundo pesquisa realizada pelo Programa Maré de Ciência, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Rede Biomar, projetos de educação ambiental de longa duração podem aumentar em até 20% a consciência ambiental das pessoas, estimulando a mudança de hábitos. Com a adoção de práticas sustentáveis, os impactos dessas ações educativas tendem a se tornar mais contínuos e duradouros no comportamento da população.

É a partir dessas metodologias que as oficinas de artesanato com garrafas PET ganham destaque, atuando não apenas como ações de conscientização ambiental, mas também como estímulo emocional, contribuindo para a redução do estresse e da ansiedade. A atividade propõe a transformação de garrafas PET em itens do cotidiano, como vassouras, varais de roupa, cestos e enfeites de mesa que, além de agregarem valor criativo, podem se tornar alternativas de geração de renda e empreendedorismo.

Segundo o estudo, 82% das pessoas que participam ou conhecem iniciativas ambientais afirmam estar dispostas a mudar hábitos em benefício do meio ambiente. O dado revela uma crescente conscientização sobre a importância de atitudes sustentáveis no dia a dia. Nesse contexto, ações práticas ganham destaque por aproximarem a teoria da realidade das comunidades, estimulando o sentimento de pertencimento e responsabilidade coletiva.

Em comunidades rurais de Alagoinhas e região, oficinas de artesanato com garrafas PET vêm sendo realizadas pelo SENAI, em parceria com a Petrobras, como parte das ações do Projeto Socioambiental Qualifica Ouro Verde. As atividades propõem o reaproveitamento de materiais recicláveis como ferramenta de educação ambiental e fortalecimento social.

Para Auda Barroso, responsável pela condução das oficinas, a iniciativa vai além da técnica artesanal. As atividades estimulam a criatividade, promovem a consciência ambiental e demonstram, na prática, como materiais que seriam descartados podem ganhar novo significado e gerar oportunidades de renda. Ao transformar garrafas PET em peças utilitárias e decorativas, os participantes desenvolvem habilidades manuais, fortalecem o senso de pertencimento e passam a enxergar o reaproveitamento como uma alternativa sustentável e economicamente viável.

“Quando trabalhamos o artesanato com garrafas PET, não estamos apenas ensinando uma técnica, mas despertando um novo olhar sobre o meio ambiente e sobre o próprio potencial de cada participante. Eles percebem que aquilo que antes era lixo pode se transformar em fonte de renda, aprendizado e cuidado com a natureza”, explica.

Informações à Imprensa

João Carneiro
Jornalista / Analista de Comunicação & Marketing
Projeto Qualifica Ouro Verde – SENAI Bahia
📧 E-mail: joao.nc@fieb.org.br

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