Vereadores discutem transparência no Minha Casa Minha Vida

A transparência no processo de seleção de beneficiários do Minha Casa Minha Vida Entidades voltou ao debate na Câmara Municipal de Alagoinhas. Durante a sessão, os vereadores Luciano Almeida e Thor de Ninha defenderam a necessidade de informações claras sobre os critérios utilizados para definir as famílias contempladas nos empreendimentos Ramos I e Ramos II, que estão próximos da entrega.

Thor de Ninha x Luciano Almeida

Luciano Almeida afirmou que seu mandato não tem posição contrária ao programa, porém ressaltou que faltam explicações sobre etapas essenciais do processo. Ele declarou que “a população não sabe quando houve inscrição, quem se inscreveu e como os nomes foram escolhidos”, pontuando que “qualquer política pública precisa ser transparente para evitar dúvidas e suspeitas”.

O vereador também disse que solicitou dados oficiais à Secretaria de Desenvolvimento Social e destacou que não está fazendo acusações. Segundo ele, “não se trata de apontar culpados, e sim de garantir que o procedimento seja público e acessível”. Luciano acrescentou que espera receber “a lista completa dos beneficiários e os critérios utilizados para cada seleção”.

Outro ponto levantado por Luciano foi o nome dos residenciais. Ele questionou se o termo “Ramos” teria relação com o deputado federal Joseildo Ramos. Sobre isso, afirmou que “a população merece saber se existe algum tipo de homenagem e quem tomou essa decisão”. Para ele, qualquer dúvida deve ser eliminada por meio de informações oficiais.

O vereador Thor de Ninha reforçou a relevância do tema e destacou a importância social do programa. Em sua fala, afirmou que “o Minha Casa Minha Vida é fundamental para famílias vulneráveis”, acrescentando que “os critérios precisam ser rigorosamente cumpridos e divulgados para garantir justiça na distribuição das moradias”.

Thor também afirmou que defende total publicidade do processo para que a sociedade “tenha segurança de que as casas estão indo para quem realmente precisa”. Segundo ele, essa clareza fortalece a credibilidade do programa e evita interpretações equivocadas.

Outro parlamentar que se pronunciou ressaltou que a Câmara tem o papel de fiscalizar e garantir que as políticas públicas sigam os princípios legais. Ele observou que “a transparência não é um favor, é uma obrigação de qualquer gestão”.

Ao final, os vereadores solicitaram que a prefeitura e a entidade responsável pela habilitação no programa disponibilizem publicamente documentos, listas e critérios utilizados, garantindo que todas as etapas se mantenham alinhadas às normas federais e aos princípios da administração pública.

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Psicóloga Empreendedora

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