Criou-se a ilusão de que ser forte a todo tempo é métrica de definição de pessoas. “Fulano é forte”, “Fulano é fraco”.
Fugimos o tempo todo de parecer frágeis, até pra nós mesmos. Negligenciamos sinais do corpo, evitamos incomodar os outros com nossas necessidades, evitamos buscar ajuda.
Ser autossuficiente se tornou uma meta dura de alcançar, apesar de sermos constantemente educados e cobrados por isto. Uma nova ditadura: ser muito bom em tudo que fizer, autossuficiente, destemido, desapegado e uma muralha, que jamais é atravessada por sentimentos.
Se ver frágil é revolucionário, porque quando nos mostramos como somos e estamos no momento, podemos saber quem de fato está ao nosso lado. Quem abraça todas as nossas versões, e diz: eu quero ficar ao seu lado, mesmo você sentindo que está incomodando.
Revoluciona, se tornar mais humilde. Revoluciona, parar de viver no automático. Revoluciona, respeitar o corpo. Revoluciona parar e decidir o que é mais importante.
A fragilidade é da condição humana, nosso corpo é frágil, as relações são frágeis e como tudo que é frágil, precisam de cuidado.
Pra ser revolução não precisa ser gigante. Revoluções atômicas também são valiosíssimas, mais efetivas até. De pouco em pouco se vai longe.
Eu acredito nisso.




